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EUA: cresce apoio a ataques contra o EI após decapitações de americanos

As decapitações de dois jornalistas americanos pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) provocaram um giro na opinião pública dos Estados Unidos, que agora apoia majoritariamente o ataque aos extremistas no Iraque e na Síria, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça pelo jornal Washington Post e pela emissora ABC News. Quase três quartos dos americanos (71%) está a favor dos bombardeios contra posições do EI no norte do Iraque iniciados há um mês pelos EUA, contra 54% dos que apoiavam a ação há três semanas e os 45% em junho.

Além disso, 65% dos cidadãos apoiam uma ação muito mais efetiva, com o uso de tropas terrestres. Mas o governo de Barack Obama resiste em empreender uma operação deste tipo por enquanto. Após as últimas semanas, nas quais as impactantes imagens das decapitações de James Foley e Steven Sotloff terem comovido os Estados Unidos e o mundo, os americanos consideram o EI é uma ameaça séria. A opinião é compartilhada por nove de cada dez cidadãos, enquanto seis de cada dez percebem o grupo islamita como uma ameaça muito séria.

A pesquisa foi divulgada na véspera do anúncio de Obama da estratégia para combater o Estado Islâmico, depois de se reunir com os líderes do Congresso em um momento em que ele é acusado por republicanos e até democratas de atuar com muita cautela diante da ameaça terrorista. Entre os americanos que consideram que Obama não atuou com suficiente determinação nesta crise, 82% apoiam os ataques contra o EI, enquanto entre os que acham que sua gestão foi correta, 66% estão a favor dos bombardeios. O presidente americano recebeu críticas especialmente em dois momentos da gestão da crise no Iraque e na Síria: quando disse recentemente que ainda não tinha uma estratégia para conter o EI e quando prosseguiu suas férias jogando golfe após Foley ter sido condenado a morte diante da nação.

Coalizão contra o EI

O secretário americano de Estado John Kerry disse nesta segunda que a coalizão contra o grupo jihadista EI está destinada a durar “meses e até anos”. Kerry celebrou o início de uma nova era no Iraque com a formação de um novo governo de unidade proposto pelo primeiro-ministro, Haidar al Abadi. O secretário de Estado viajará nesta terça-feira à Jordânia e à Arábia Saudita como parte de um giro destinado a consolidar a coalizão internacional. Ao menos 40 países já confirmaram sua participação, em diferentes formas nesta coalizão, assinalou a porta-voz do departamento de Estado Jennifer Psaki.

Outros contribuirão com ajuda humanitária para os civis na mira do EI, ajudando a obstruir seu financiamento, detendo o fluxo de combatentes estrangeiros para Iraque e Síria e contra-atacando a propaganda do EI. Entre os países que já declararam seu apoio à coalizão estão Austrália, Canadá, Grã-Bretanha, França e Emirados Árabes Unidos. Segundo funcionários americanos, nações como Albânia, Estônia, Dinamarca, Finlândia e Japão prometeram ajuda financeira para assistência humanitária a refugiados civis. Kerry advertiu que a luta contra o EI poderá ser demorada e terminar apenas na próxima administração da Casa Branca, a partir de 2017.